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Tipos_de_Diabetes_Qual_e_o_Meu

Tipos de Diabetes, Qual é o Meu?

Esta matéria aborda informações essenciais sobre o diabetes: o que é, quais seus tipos, as definições de hipo e hiperglicemia, entre outras. Quem nos ajudou nessa tarefa foi a Dra. Andrea Glezer, Médica Clínica Geral e Endocrinologista, doutora em Endocrinologia, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), e colaboradora da Liga de Controle ao Diabetes Mellitus da Faculdade de Medicina da USP. Acompanhe a entrevista e entenda um pouco mais sobre o diabetes, de forma rápida e clara. Boa leitura!

Quais são os principais tipos de diabetes? Quais são suas características?

Diabetes mellitus é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Ocorre devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, produzido no pâncreas, por células beta.

Atualmente, pesquisas apontam para diversas condições que podem levar ao desenvolvimento do diabetes, no entanto, a maior parte dos casos estão divididos em dois grupos: diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2.

  • Tipo 1: caracteriza-se pela destruição das células ß (beta) do pâncreas, responsáveis pela produção da insulina. Este tipo de diabetes é mais comum em crianças e adolescentes, sendo o segundo tipo de diabetes em número de casos. Todos os pacientes com diabetes mellitus tipo 1 necessitam de reposição de insulina em seu tratamento. O diagnóstico em geral acontece em poucas semanas.
  • Tipo 2: representa cerca de 90% dos casos e caracteriza-se principalmente pela resistência à insulina. A hiperglicemia se desenvolve lentamente, e o aparecimento dos sintomas pode levar anos. Em geral é mais comum em adultos obesos e sedentários, com histórico familiar de diabetes.
  • Gestacional: surge durante a gestação e, se não controlado, pode trazer diversos riscos para a mãe e para a criança. Pode ser controlado com dieta ou necessitar do auxílio de insulina. O diabetes pode desaparecer após o final da gestação ou persistir.
  • Outros: tipos mais raros de diabetes decorrem do uso de determinadas medicações, de doenças endocrinológicas, doenças do pâncreas e doenças associadas a síndromes genéticas raras.

Quem pode ter diabetes?

Algumas características são comuns em pessoas que desenvolvem o diabetes mellitus tipo 2, como:

  • Pessoas com idade a partir de 45 anos;
  • Sobrepeso, ou seja, Índice de Massa Corpórea (IMC*) superior a 25;
  • Sedentarismo;
  • Parentesco de primeiro grau com pessoas com diabetes;
  • Hipertensão;
  • Baixo nível de colesterol HDL e a altas taxa de triglicérides;
  • Síndrome de ovários policísticos;
  • Mães que tiveram recém-nascidos com mais de 4 kg ou com histórico de diabetes gestacional;
  • Portadores de pré-diabetes ou pessoas que possuem histórico de doença cardíaca ou isquemia cerebral.

* O IMC é calculado dividindo o peso (kg) pela altura (m) ao quadrado: Peso ÷ Altura²

Quais os sintomas do diabetes?

Os principais sintomas são perda de peso, aumento da sede, turvação visual, formigamento nas mãos e pés e infecções de repetição. Nos pacientes com diabetes tipo 2, os sintomas podem demorar anos para aparecer, portanto o diagnóstico não pode depender do aparecimento dos sintomas. Exames periódicos devem ser realizados em pacientes de risco.

O que é a hipoglicemia? Quais seus riscos?

A hipoglicemia é definida pela taxa de açúcar no plasma, ou sangue, menor que 70 mg/dL e é uma complicação frequente para os indivíduos que usam insulina em seu tratamento, seja tipo 1 ou tipo 2. Os sintomas são fome, sudorese, tremor e palpitações. Se a hipoglicemia não for adequadamente identificada e tratada, pode causar alterações de consciência, como confusão mental e até mesmo coma.

O que é a hiperglicemia? Quais seus riscos?

A hiperglicemia é definida como excesso de glicose no sangue. Os níveis normais de glicose no sangue são de até 100 mg/dL, em jejum. Para o portador de diabetes (exceto crianças, gestantes e indivíduos que não apresentarem sintomas na hipoglicemia), o objetivo do tratamento é manter as taxas de glicemia entre 70 mg/dL e 120 mg/dL, em situação de jejum, e entre 90 mg/dL e 140 mg/dL duas horas após uma refeição. Esses objetivos são individualizados e devem ser estabelecidos pelo médico.

Se a hiperglicemia não for controlada adequadamente, pode causar diversas complicações crônicas com sintomas que aparecem posteriormente. Por isso, o monitoramento da glicemia e os exames periódicos são fundamentais.

Qual o segredo para se ter um bom controle glicêmico?

Alguns cuidados são essenciais para um bom controle glicêmico, como: fazer o tratamento com a medicação adequada, planejamento alimentar, prática de exercícios regulares e a adequação do tratamento de acordo com os resultados do monitoramento da glicemia e dos exames periódicos.

Quais mudanças no estilo de vida devem ser adotadas por quem tem diabetes?

Além do tratamento com a medicação adequada, é fundamental que sejam feitas escolhas mais saudáveis, como: alimentação com quantidade de calorias adequada, rica em fibras, pobre em gordura; exercícios físicos regulares, sempre após orientação médica; baixa ingestão de álcool; interrupção total do hábito de fumar; e controle do estresse.

Quais profissionais da saúde devem ser procurados por uma pessoa com diabetes?

O ideal seria que o paciente seja atendido por uma equipe multidisciplinar, integrada por médicos endocrinologistas, enfermeiros, nutricionistas, educadores físicos e psicólogos, com experiência em diabetes.

Revisado em: Nov/2016. 059528-160905