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Diabetes_Triagem_e_Diagnostico

Diabetes: triagem e diagnóstico

O diagnóstico do diabetes começa com uma triagem (screening, em inglês), que nada mais é do que o conjunto de técnicas utilizadas para diagnosticar uma doença, antes que os sintomas ou sinais se manifestem. Assim, é possível se antecipar e pensar em medidas preventivas e, principalmente, mudanças no estilo de vida.

A Associação Americana de Diabetes (ADA, na sigla em inglês) e a Veterans Health Administration recomendam que a triagem do diabetes comece já aos 45 anos de idade. Nos pacientes com fatores de risco, a recomendação é que comece antes. Por outro lado, há outras instituições, como a U.S. Preventive Services Task Force, que acreditam que as evidências científicas não são conclusivas, por isso, não concordam com a triagem do diabetes, a não ser em casos especiais, como pacientes com hipertensão arterial (dados da tensão arterial superiores 135/80 mmHg).

Diagnóstico

Em 1997, a ADA reduziu os valores considerados para o diagnóstico de diabetes. Veja os pontos de corte de cada teste:

Teste Ponto de corte para diagnosticar o diabetes
Glicemia em jejum (é considerado jejum quando se está sem comer por, pelo menos, oito horas). Maior ou igual a 126 mg/dL, ou hemoglobina glicada superior ou igual a 6,5%. Nesse caso, é necessário um segundo teste para confirmar o diagnóstico, que pode ser a própria glicemia em jejum ou outra. Os testes devem ser feitos em dias diferentes.
*Uma glicemia em jejum entre 100 e 125 mg/dL é chamada de pré-diabetes. A variação da hemoglobina glicada para fazer o diagnóstico do pré-diabetes é controversa, mas a ADA estabeleceu em 5,7% a 6,4% (no pré-diabetes não há necessidade de um segundo teste para confirmar o diagnóstico).
Prova de tolerância à glicose oral (feita após uma carga de 75 mg de glicose dissolvida na água). Maior ou igual a 200 mg/dL. Nesse caso, deve ser feito um segundo exame para confirmar o diagnóstico, que pode ser o mesmo da tolerância à glicose oral ou outro. Os exames devem ser feitos em dias diferentes.
Glicemia aleatória. Maior ou igual a 200 mg/dL. Não há necessidade de fazer um segundo teste para confirmar o diagnóstico.

Apesar de o teste de tolerância à glicose oral detectar mais pacientes com diabetes do que a glicemia em jejum, há alguns fatores que podem limitar seu uso, entre eles, o maior custo, a complexidade e o menor índice de reprodutibilidade (termo científico utilizado para se referir à capacidade de um teste de ser replicado; em termos gerais, quanto maior é a reprodutibilidade, melhor é o teste).

O ponto de corte do teste de glicemia em jejum é de 126 mg/dL. Esse é o nível em que pode ser detectada a retinopatia, uma complicação do diabetes que compromete os pequenos vasos da retina. 

A hemoglobina glicada foi utilizada durante anos como um marcador do controle glicêmico a longo prazo. Isso porque é um teste no qual se avalia muito bem a média da glicose no sangue durante os últimos três meses. Além disso, desde 2010, a ADA aprovou o uso da hemoglobina glicada como teste opcional de triagem e diagnóstico. Em geral, valores de hemoglobina glicada iguais ou maiores que 6,5% são diagnosticados como diabetes e valores entre 5,7% e 6,4% caracterizam o pré-diabetes. O ponto de corte é de 6,5%, por ser também o grau a partir do qual a retinopatia pode ser detectada.

A principal vantagem da hemoglobina glicada em comparação com a glicemia em jejum é não precisar estar em jejum para fazer o teste. Mas ela também tem limitações: pessoas com determinadas doenças sanguíneas ou renais podem apresentar valores alterados, diferentes dos reais. De qualquer forma, a maioria dos estudos demonstrou que a hemoglobina glicada detecta menos pacientes com diabetes do que a glicemia em jejum ou a prova de tolerância à glicose oral. 

Fonte:

ADA – American Diabetes Association. Disponível em: http://www.diabetes.org/diabetes-basics/diagnosis/. Acesso em: 30/11/2016

Revisado em: Nov/2016. 059528-160905